Pages

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tecnologia do Futuro

Home theater 3D cria 'bolha sonora' na sala de televisão

GUILHERME TAGIAROLI||Do UOL Tecnologia
Em Berlim, Alemanha
  • Divulgação HX900 tem estrutura triangular nos alto-falantes. LG diz que, assim, o som se espalha até o teto
No que diz respeito a televisores, a IFA 2010 definitivamente é a “feira do 3D”. No entanto, esse título não se limita apenas às telas. No evento de eletrônicos e utilidades domésticas realizado até dia 8 em Berlim, Alemanha, também há aparelhos de som 3D, que prometem a imersão sonora do telespectador enquanto ele assiste à TV. Ou uma espécie de “bolha sonora” que envolve o usuário.
Se o efeito 3D nas imagens mostra objetos “saltando” da tela, no caso do som o objetivo é criar um ambiente que coloca o espectador dentro da cena (no caso de um filme) ou na plateia de um show (caso esteja ouvindo um CD ou vendo um DVD musical).
Há desde sistemas complexos de home theater, com várias caixas de som que devem ser espalhadas pelo ambiente, a modelos mais simples, com apenas um módulo que simula a imersão do ouvinte. Os testes do UOL Tecnologia mostram que se tratam basicamente de home theaters (esse termo aparece inclusive nos nomes dos produtos) que foram melhorados, para aumentar a sensação de realidade vivida pelo telespectador.
Um exemplo de 3D simples é o equipamento Lenco SB-100, com o sistema Sonic Emotion 3D Sound. Trata-se de uma espécie de caixa de som em forma de barra, que pode ser instalada logo abaixo da televisão. Uma de suas vantagens é que, durante a instalação, não são necessários fazer ajustes de posicionamento de caixa, como o de alguns sistemas conjugados.

Em teste realizado no stand da Sonic Emotion, empresa que desenvolve chips de 3D para som, a reportagem do UOL Tecnologia constatou essa alternativa funciona bem e que, em pontos diferentes da sala montada na feira, a qualidade do som era a mesma -- apesar de o aparelho ser formado por apenas uma peça.
Outro aparelho que promete o mesmo tipo de efeito, de forma mais complexa, é o LG HX900 Real 3D Sound Home Theatre System. O HX900 é composto por quatro alto-falantes, que ficam nos quatro cantos da sala, e mais dois subwoofers.
Segundo o fabricante, o diferencial do alto-falante é que, graças a sua estrutura triangular na extremidade, o som se espalha até para o teto (veja a imagem no início desta reportagem). Dessa forma, é criado o efeito que eles chamam de “Dome Effect” (efeito cúpula, em tradução livre), que faz com que o usuário tenha uma experiência próxima à de um show.
A sul-coreana também disponibilizou o sistema para testes com a exibição de um show de Celine Dion e com o spoiler do filme “Fúria de titãs” (isso mesmo: durante a apresentação, aparece a última cena). No ambiente criado pela LG, o sistema funcionou bem. A impressão de estar presencialmente no show é real. Porém, resta saber se o usuário comum conseguirá atingir o mesmo nível de regulagem do sistema na sala de sua casa.
Outra empresa que no ramo de sistemas de som 3D foi a Philips. A companhia apresentou o Immersive Sound Home Theater with 360Sound. Apesar do nome grande, consiste apenas em um jogo de caixas de som, combinado com outros produtos da marca (como tocador Blu-Ray 3D). São quatro conjuntos de dois alto falantes, que ficam nas pontas da sala e um alto-falante lateral na região central, próximo à televisão. O preço estimado dele é 1.499 euros na Europa.
  • Divulgação Sound Home Theater with 360Sound, da Philips, em um jogo de caixas de som, combinado com outros produtos da marca (tocador Blu-Ray 3D, por exemplo)

Toyota pesquisa novos materiais para tornar carros elétricos mais eficientes

Magnésio, alumínio e outros materiais são potenciais substitutos para o lítio das baterias
Até 2020 baterias terão o dobro da capacidade, segundo a montadora
Até 2020 baterias terão o dobro da capacidade, segundo a montadora
Você já deve ter se perguntado sobre o porquê de carros elétricos ainda ficarem restritos, quase que exclusivamente, às feiras de automóveis, expostos como promessa de um futuro que não chega nunca. Um desses porquês está nas baterias feitas de lítio - apesar de eficientes, as baterias ainda estão longe de ser uma alternativa aos combustíveis fósseis realmente competitiva. Mas é claro que há muita gente debruçada sobre o problema.
A Toyota, maior fabricante de carros híbridos do mundo, anunciou que está desenvolvendo uma bateria de magnésio capaz de guardar o dobro da energia das atuais baterias de células de lítio-íon. Pretende ter a tecnologia implementada até 2020.
Enquanto isso, a empresa anunciou a pesquisa em outros materiais como o alumínio e o cálcio como potenciais bases para novas bateriais.
Mas a Toyota não está sozinha nessa briga.
A Nissan e a GM anunciaram no fim de 2010 o lançamento de veículos com baterias de lítio mais eficientes, com possibilidade de uso prolongado e maior autonomia. Para os próximos cinco anos, a Nissan pretende comercializar cerca de 500 mil unidades de veículos completamente movidos a bateria, tornando-se a maior no segmento de carros exclusivamente elétricos.
Em resumo, ainda pode demorar um pouco para vermos veículos totalmente elétricos cruzando longas distâncias nas nossas estradas, mas é bom ver que as montadoras não desistiram desse objetivo.
Fonte: Bloomberg

Cientista usa restos de bebida alcoólica para gerar material supercondutor

Restos de vinho, cerveja e saquê podem revolucionar os transportes e a geração de energia no futuro
Cerveja e vinho tinto foram os melhores catalisadores
Cerveja e vinho tinto foram os melhores catalisadores
Uma das Pedras Filosofais dos transportes e da geração de energia são os supercondutores: materiais que fazem com que correntes elétricas sejam conduzidas com quase ou nenhuma perda, resistência ou atrito o que permitiria, por exemplo, a criação de um sistema de trens que consuma pouca energia e atinja grandes velocidades ao flutuar sobre um campo magnético.
mag
Pode parecer incrível, mas as sobras de bebida daquela festa de arromba que você deu no seu apartamento podem servir algum dia para erguer esses trens.
A descoberta vem do Japão, onde o cientista Yoshihiko Takano – depois de uma festa de arromba – percebeu que um composto de Ferro e Telúrio (FeTeo.8So.2), quando mergulhado em restos de bebida da noite anterior, aumentava suas capacidades de supercondutividade (só não perguntem como ele chegou a essa conclusão depois de uma festa de arromba).
As bebidas usadas no teste do Dr. Takano foram: cerveja, vinho branco, vinho vermelho, saquê, shochu (um destilado local) e uísque. Na escala de supercondutividade, o vinho vermelho levou a melhor sendo quase quatro vezes mais eficiente do que testes feitos com mistura de etanol e água. Especula-se que isso tenha a ver com a capacidade de oxidação da bebida.
O grande problema com os supercondutores é que até hoje eles só funcionavam com temperaturas muito baixas, próximas do zero absoluto. A novidade aqui é a descoberta de materiais que conseguem atuar como supercondutores à temperatura ambiente permitindo sua aplicação de maneira mais prática, descontada a ressaca.
Fontes: Engadget / Physorg

Microsoft vende 1,9 mi de unidades do Xbox 360 no Natal

Valor é recorde. Console pode faltar nas lojas entre janeiro e fevereiro

Videogame Xbox 360 Xbox 360: 1,9 milhão de unidades vendidas em dezembro (Divulgação)
A Microsoft registrou em dezembro o melhor desempenho mensal para as vendas do Xbox 360: 1,9 milhão de unidades. De acordo com a empresa, as vendas foram impulsionadas pela chegada do controle com sensor de movimentos Kinect e de dois novos jogos das franquias Fable e Halo.
Apesar dos bons resultados, a companhia ficou atrás da rival Nintendo na corrida pelas vendas no mês. A fabricante japonesa vendeu cerca de 2,23 milhões de unidades do seu console Wii. A Sony, com o Playstation 3 e seu controle Move, ficou no terceiro lugar. No mês do Natal, foram comercializadas 1,2 milhão unidades do sistema, segundo dados da empresa de pesquisa de varejo NPD Group.
A Microsoft afirmou que a alta demanda pelo Xbox 360 e pelo Kinect levou à falta do produto nas lojas durante o período de Festas, forçando a empresa a antecipar entregas de janeiro e fevereiro. Em consequência, a companhia prevê falta do console e do controle de movimentos nos próximos dois meses.
Na semana passada, a companhia informou ter vendido mais de 8 milhões de unidades do Kinect entre novembro e dezembro, superando a meta de 5 milhões de dispositivos.
(Com agência Reuters)

IBM promove disputa de homem contra máquina na TV dos EUA 14 de janeiro de 2011 • 10h56 • atualizado às 13h59


Máquina já ganhou, na primeira fase de testes, cerca de US$ 4 mil no programa Jeopardy!. Foto: Zumo Notícias Máquina já ganhou, na primeira fase de testes, cerca de US$ 4 mil no programa "Jeopardy!"
Foto: Zumo Notícias

Mais uma disputa homem contra máquina chega ao horário nobre da TV: nos Estados Unidos, o supercomputador Watson, da IBM, vai competir com dois supercampeões do programa de perguntas e respostas "Jeopardy!", com duas partidas por dia a partir do dia 14 de fevereiro.
O prêmio principal da competição de "Jeopardy!" é de US$ 1 milhão, seguido por US$ 300 mil para o segundo colocado e US$ 200 mil para o terceiro. Watson, batizado por conta do fundador da IBM Thomas J. Watson, é um sistema computacional criado para competir com a capacidade humana de responder com velocidade, confiança e certeza "questões feitas com linguagem natural". Ele também é uma demonstração de que a IBM, que chega aos 100 anos em 2011, deseja se manter na vanguarda da tecnologia, ainda que companhias como Google e Apple se tenham tornado as líderes do setor em termos de popularidade.
A IBM diz que o formato do "Jeopardy!" - que envolve perguntas sobre cultura pop, literatura, ciências, esportes, geografia e temas gerais - "fornece o desafio definitivo, já que as pistas do jogo envolvem analisar ironia, conteúdo sutil, charadas e outras complexidades de linguagem que os humanos dominam e os computadores tradicionalmente não".
A IBM disse à agência Reuters que a capacidade de compreender a linguagem humana faz do Watson uma máquina muito mais desenvolvida que o Deep Blue, o supercomputador da empresa que derrotou o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov em uma série de partidas em 1997.
Watson respondeu corretamente questões sobre Agatha Christie e a cidade de Jericó. A máquina venceu a primeira parte do teste, ganhando US$ 4,4 mil. Independente da sua colocação, a IBM vai doar 100% dos prêmios recebidos por Watson. Os concorrentes do supercomputador são Ken Jennings, que já venceu 74 partidas seguidas de "Jeopardy!" entre 2004 e 2005 e faturou mais de US$ 2,5 milhões, e Brad Rutter, o maior vencedor de prêmios do game na história (mais de US$ 3,2 milhões) em diversos anos de competição. Rutter e Jennings vão doar 50% dos seus prêmios para instituições de caridade.
Com informações das agências Reuters e Zumo Notícias.

Nasa escolhe aviões do futuro que voarão em 2025 14 de janeiro de 2011 • 15h21 • atualizado às 15h41

O projeto acima é o da empresa Lockheed Martin. Foto: Nasa/Reprodução O projeto acima é o da empresa Lockheed Martin
Foto: Nasa/Reprodução

Ao final de 2010, a Nasa escolheu três empresas para construir o projeto de aviões que voariam em 2025: Lockheed Martin, Northrop Grumman e a Boeing.
Embora os projetos sejam diferentes entre si, todos deveriam englobar objetivos da Nasa, entre eles, ter menos barulho, utilizar tecnologias mais limpas e consumir menos combustível. A nave também teria de ser capaz de operar de forma segura dentro de um sistema de gerenciamento do tráfego aéreo mais moderno.
Outras especificações eram voar a mais de 85% da velocidade do som (cerca de 1224 km/h) cobrir uma distância de aproximadamente 11 mil km e carregar de cerca de 23 a 45 mil kg.
As tecnologias necessárias para atender ao pedido da Nasa deverão ser apresentadas até o final de 2011.