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Notícias » Tecnologia » Tecnologia
Computadores modificados são destaque na Campus Party
23 de janeiro de 2011 • 07h49
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Casemod temático de Chuck, o Boneco Assassino , custou cerca de R$ 2 mil. Foto: Fernando Borges/Terra
Casemod temático de Chuck, o Boneco Assassino, custou cerca de R$ 2 mil
Foto: Fernando Borges/Terra
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Rafael Maia
Direto de São Paulo
Para quem acredita que ser geek significa ficar horas na frente do computador sem se preocupar com a aparência, os modders estão aí para provar que provavelmente você está certo. Se, por um lado, a vaidade pessoal não é uma das qualidades mais notáveis dessa tribo, por outro a atenção especial que dedicam às máquinas prova que geeks também sabem cuidar da aparência, pelo menos, do computador.
De acordo com os campuseiros praticantes da arte e membros do fórum casemodbr.com, a história do surgimento do modding, que soa bastante como lenda urbana, data do final da década de 80, quando um americano resolveu colocar ventiladores para esfriar a CPU. Nascia então a modificação com intenção de aumentar a eficácia do aparelho. Depois disso, percebendo ter ficado esteticamente feio, ele fez buracos na caixa do CPU e introduziu pequenos ventiladores na estrutura da peça. Nascia, então, o modding, modificação com propósito de embelezar o gabinete.
A palavra modding, traduzida para o português, significa "modificação". Na vida de alguns dos milhares de campuseiros da Campus Party, em São Paulo, modding é um estilo de vida. A arte é amplamente aplicada em caixas da CPU do PC, com intenções de melhora de desempenho, mas, principalmente, de estética. "Modding é dedicado à beleza mesmo, para personalizar a máquina ie deixá-la ao seu gosto e única", afirmou Raphael Tursi, 25 anos, de Belo Horizonte.
Dono de uma empresa de tecnologia na capital mineira, Raphael é uma espécie de modder humilde, sem grandes exageros, que aplica pequenas modificações. "Existe a forma mais criativa e a forma simples. Eu faço o simples, que é feito sobre uma base", disse. Na CPU, ele trocou a tampa lateral por uma de acrílico, que custa R$ 60, colocou luzes LED azuis, ao preço de R$ 30 cada, e aplicou uma pintura especial. Ao todo, ele soma um gasto de aproximadamente R$ 400 para fazer o básico.
O designer Bruno Garcia, 24 anos, de São Paulo, também não economizou na modéstia. Com um gasto de R$ 300 reais, ele trouxe ao maior encontro geek do mundo um modelo simples de casemod, como são chamados os gabinetes modificados. Ele trocou a lateral de lata por acrílico, colocou novos coolers por R$ 25 cada, incrementou com lâmpadas de luz negra por R$ 30 cada e aplicou uma base de tinta preta especial para que o efeito da luz acontecesse. "O mais caro mesmo foi a tintura, pouco mais de R$ 100. A arte, em si, não é cara", disse.
Bem mais extravagante que os colegas, o paulista Omar Majzoub, 23 anos, possui uma paixão cara: construir casemods temáticos. Sai a simplicidade e entra o luxo. "Todo ano eu escolho um tema diferente, mantenho o hardware, e troco toda a caixa", falou. A versão 2011 foi inspirada em Chuck, o Boneco Assassino. A de 2010 era do seriado de TV Lost. "Este foi todo criado do zero e custou cerca de R$ 2 mil reais", disse Omar, que também contou que desenhou o modelo em 3D, ajudou o carpinteiro a montar a caixa onde seriam colocadas as peças, pintou e montou. O resultado é um grande enfeite colorido, digno de parques de diversões, que, nem de longe, lembra uma monótona CPU tradicional.
O mais impressionante deles, e também o mais caro, foi o casemod feito por Bruno Carvalho, de 20 anos, que viajou de Aracaju, no Sergipe, até São Paulo para participar da Campus Party. Bruno contou que, do original, a máquina só mantém o hardware. O resto é totalmente fruto de uma cabeça maluca, mas muito criativa. A inspiração foi o personagem Hulk, que carrega nas costas a placa de vídeo e pisa sobre a carcaça da máquina com o resto da aparelhagem. "Demorei cerca de três meses, ao todo, para montar essa peça. Ele é feito de madeira revestida com porcelana fria, que não é cara", falou.
Ao todo, Bruno estima ter gasto mais de R$ 2,5 mil reais na máquina. "O mais caro foi o boneco, que custou por volta de R$ 300 reais. Ele era oco e precisou ser revestido com gesso nas pernas e com borracha de silicone no restante do corpo", acrescentou, falando que também precisou adaptar a estrutura para uma versão de viagem, fácil de montar e desmontar.
Para conferir tudo que a arte do modding pode oferecer, veja mais fotos das supermáquinas na galeria na aba desta matéria.
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
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