Hector Sanchez fala sobre o vazamento do game no Brasil.
Produtor diz que apoia o desenvolvimento de jogos no país.
Hector Sanchez, em São Paulo
(Foto: Gustavo Petró/G1)
“Como as pessoas conseguem passar por isso todos os dias?”, perguntou o norte-americano que mora na cidade de Chicago.
O G1 pegou carona e ficou parado no trânsito com Sanchez, que falou, além do desejo de poder desenvolver um game aqui no Brasil e de novidades que serão lançadas para o game nos próximos meses, sobre algo que ele também não gosta: o vazamento de “Mortal Kombat” por um jovem na cidade de Manaus, no Amazonas, dias antes do lançamento mundial.
Vazamento de ‘Mortal Kombat’
“Imagens valem mais do que palavras e a foto que ele publicou na internet, segurando o disco do jogo e fazendo um gesto obsceno não sai da minha cabeça”, afirma. “Eu soube do que aconteceu às 5h da manhã, então, tive emoções diferentes sobre o ocorrido”.
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Sanchez conta que, em vez de ficar chateado com o vazamento do jogo, ficou preocupado com a repercussão negativa que o caso teria sobre o Brasil e o mercado brasileiro de games. “Não quero que as pessoas que não conhecem o país e a indústria de games local tivessem a ideia errada sobre o que aconteceu. A maioria de quem está lá fora não sabe o que acontece por aqui”, lamenta. “Fiquei desapontado com o que aconteceu e não com o Brasil. Isso poderia acontecer em qualquer lugar do mundo”.Quando perguntado sobre o que ele gostaria que acontecesse com o jovem que publicou imagens e vídeos de “Mortal Kombat” antes a hora na internet, o produtor do game responde: “Não desejo mal a ninguém. Quero apenas que, depois de verem o que aconteceu com ele, pensem duas vezes antes de fazer o mesmo”.
Novidades para o jogo
Durante o trajeto em que a reportagem do G1 acompanhou Hector Sanchez, ele comentou que está muito feliz com o resultado do game que, em suas palavras, “foi tão bem recebido comercialmente como pela crítica especializada”. Ele admite conferir as notas em avaliações o tempo todo e que, ainda, ninguém disse para ele que não gostou do novo “Mortal Kombat”. Por conta disso, haverá algumas novidades para o game.
“Enquanto conversamos, há um artista [do Netherrealm Studios] trabalhando em um DLC [conteúdo extra por download] com novos personagens”, afirma. “Então, teremos novidades nos próximos meses”. O equilíbrio dos confrontos do game, o que sofreu algumas críticas por parte de jogadores, também está nos planos de receber algumas melhorias. “Criamos um sistema que permite a atualização do esquema de jogo. Por isso, podemos corrigir, por exemplo, a quantidade de danos que o golpe de um personagem causa no outro”, comenta. “Um patch de correção deve ser lançado em breve”.
no Brasil, Sanchez jogou o game com fãs
(Foto: Gustavo Petró/G1)
Desde antes do lançamento de “Mortal Kombat”, Sanchez é presença quase que garantida em eventos de games. Um dos motivos é sua namorada que mora no Brasil. O outro é que, segundo o produtor, ele acredita no potencial brasileiro no desenvolvimento de games.
“Vejo muito potencial no desenvolvimento de games no Brasil. Aqui há muitos artistas talentosos”, afirma. “Mas o design e o desenvolvimento de jogos ainda não é uma área bem explorada. O talento está aqui, mas ainda falta oportunidade de como fazer”.
Em uma declaração final antes de deixar o carro, Sanchez conta que gostaria de fazer um jogo no Brasil. “Eu tenho experiência com o desenvolvimento de jogos e acho que aqui existe potencial. Eu gostaria de fazer parte disso aqui no Brasil, é algo que acho especial de se fazer”.





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